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Introdução

Doença causada pela presença de altos níveis de glicose no sangue, decorrente do defeito na produção e/ou ação da Insulina.

A Insulina é um hormônio produzido no pâncreas e é o responsável pelo equilíbrio da glicose no sangue. Quando ocorre pouca produção ou há resistência à sua ação (a obesidade causa resistência à Insulina), a glicose no sangue aumenta (Diabetes), ocasionando lesões de vasos e órgãos como olhos, rins, coração entre outros.

O Diabetes pode ser dividido em dois tipos:

Diabetes Tipo 1
(Representa 5-10% dos Diabéticos)

Interrupção da produção de Insulina: O sistema imune destrói as células pancreáticas produtoras de Insulina, interrompendo a produção do hormônio. Geralmente, se apresenta na juventude.

Diabetes Tipo 2
(Representa 90-95% dos Diabéticos)
Resistência a Insulina: As células do corpo não utilizam a Insulina adequadamente, uma das causas dessa resistência é a obesidade. O pâncreas precisa produzir mais, e com o tempo para de fabricar também.

O Diabetes Tipo 2 vem aumentando progressivamente. Estudos nos EUA mostram que entre 1980 e 2006, na população americana com idade superior a 65 anos, o número de diabéticos triplicou. Atualmente, mais de 37% de pessoas nessa faixa etária são diabéticas.

Gráfico - População acima dos 65 anos nos EUA com Diabetes Tipo 2.

É uma doença grave, que exige atenção e cuidados, pacientes acometidos tem o risco de morte duas vezes maior que na população remanescente.

Diabetes Tipo 2 e Cirurgia para Obesidade

Desde que foi implementada a Cirurgia da Obesidade, verificou-se que após o procedimento, os pacientes que eram obesos e tinham Diabetes Tipo 2 melhoravam ou a doença desaparecia.

Isso parece óbvio porque os pacientes emagrecem. No entanto, verificamos que os operados reduziam a medicação, dias após a cirurgia, ainda muito obesos.

No início de 2000, alguns levantamentos feitos pelo mundo, com milhares de pacientes operados mostraram que cerca de 70-80% dos pacientes operados pela técnica de Bypass Gástrico, Scopinaro e Duodenal Switch normalizaram seus exames de Diabetes, e os outros 20-30% ainda apresentavam a doença, porém com redução dos níveis e da medicação, tendo o controle mais fácil, ou seja, praticamente todos os pacientes obesos e diabéticos se beneficiaram da cirurgia.

Foi descoberto que a Cirurgia para Obesidade alterava hormônios intestinais, chamados de Incretinas, principalmente a Grelina, produzida no estômago, que reduz e diminui o apetite e o GLP-1 (Glucagon Like Peptide 1) produzido no final do intestino, estimula o pâncreas a produzir mais Insulina; além de outras Incretinas como GIP (Gastric Inhibitory Peptide) e PYY (Peptide YY) entre outros, que ajudam também a estimular o emagrecimento, a saciedade e correção do Diabetes Tipo 2.

Em 2007, em Roma (Itália) aconteceu a 1a Conferência sobre Cirurgia para Diabetes Tipo 2, e nós, do Centro Avançado de Cirurgia Dr. Marcelo Salem, participamos do evento.

Diabetes Surgery Summit

Consensus Conference DSS -Diabetes Surgery Summit- INTERNATIONAL CONFERENCE ON GASTROINTESTINAL SURGERY TO TREAT TYPE 2 DIABETES (Rome, March 29th - 31st, 2007)

Hoje, o que sabemos, comprovadamente, é que a Cirurgia da Obesidade ajuda a controlar o Diabetes Tipo 2 e é recomendada em pacientes com IMC > 35 e 40.

Pacientes com IMC entre 30-35 devem ser analisados para a cirurgia caso a caso, e pacientes com IMC < 30 participam de estudos para sabermos qual a melhor cirurgia em contrapartida aos riscos que a envolvem.

Dr. Marcelo Z. Salem - CRM 59.961 - Mestre e Doutor pela Faculdade de Medicina da USP

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